Sete anos atrás o último posto no Blogger. Uau. Vamos lá. Vou usar este blog esquecido para escrever meu contos ou estudos e trocar idéias literárias. No do Wordpress (www.legazelleblog.wordpress.com) eu tenho usado para postar sobre Pintura e café. Normalmente são os meus temas favoritos para usar da fotografia e da poesia para falar do meu encanto pelos dois vícios, tinta e café-tinta..rs. Aqui vou focar na parte da escrita, O livro! Ou o projeto disso. Quero escrever e começo e não continuo os assuntos. Não dou sequencia às pesquisas e perco o ânimo na maioria das vezes abandonando os papeis. Como a faculdade é de artes e não faço nenhum curso para aprimorar a parte literária fico só na tentativa e escrever fica em segundo plano. Terceiro, porque tenho família e muitos afazeres! Aqui será um ressuscitar do meu blog Hierbabuena para falar do que ando pensando em escrever e como farei para isso se tornar real. Neste mês iniciei aula de Ilustração e é focado em Ilustração para livro infantil. Tá bem interessante e já conheci alguns teóricos, li alguma coisa e vou colocar aqui alguns nomes que conheci. Vamos lá:
- Sophie Van der Linden.
É a primeira teórica da literatura infantil que vou citar. Eu desconhecia qualquer teórico deste tema específico... Ela constrói uma metodologia de leitura ou análise do livro ilustrado. Analisar o que chama de linhas de força do livro infantil. Como assim?? Sugere três livros para análise, nesse exercício:
1. La Terre tourne de Anne Brouillard. [A Terra Gira]. Pans· Êdit,ons du Sorbier, 1997
2. Chut! Elfelit de Béatrice Poncelet. [Psiu! Ela está lendo]. Paris: Éditions du Seuil, 1997.
Béatrice Poncelet
3. Papa se met en quatre. [Papai faz de tudo].De Hélene Riff. Paris: Albin Michel. Jeunesse, 2004
(Tentei comprar no Amazon, todos indisponíveis. Vou olhar pelo pdf que a professora mandou mesmo.)
No primeiro deles ela comenta que irão ser levantados enigmas. Ok, livros precisam de enigmas. E durante a leitura, num percurso rumo à solução, não está na solução a graça do livro mas o tal do percurso ser como ela disse, "apaixonante". As imagens sustentam sozinhas a narração. Ela citou o nome de um poeta francês do século XIX, Stéphano Mallarmé.
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| Edouard Mané pintou esse poeta e crítico literário, o Mallarmé |
Pesquisando descobri que usava naquela época símbolos para expressar a verdade através da sugestão, mais do que pela narração. Sua poesia e prosa tinham musicalidade, fazia experiências gramaticais com alusões que resultavam num texto às vezes obscuro. E falando em menos texto e mais poder da imagem lembrei da aula de Ilustração e de uma das categorias de livros, os livros-imagem. Livros com mais enfase à narrativa através do predomínio das ilustrações. Pouco texto. Fizemos um exercício em sala e criei uma narrativa inspirada na sugestão da professora. Era preciso ouvir uma história narrada num dos vídeos do Youtube do canal Histórias Assombradas e criar a sua. Eu fiz a minha sobre um causo de uma Cigana e achei inconclusivo e abandonei. Também criei a minha própria história, embora não entenda nada de como criar um suspense ou uma história assombrada. Durante a aula, após a leitura pública do meu texto, as criticas foram sobre a desnecessária narração dos fatos e também do narrador não ter sido interessante. Um narrador infantil seria melhor. Pouco texto e com uma ambientação mais simplista. Eu costumo dar muitos rodeios e sempre gosto de pormenorizar. A proposta daquele dia era ser um relato mais objetivo para dar foco a produção de uma história por imagens. Isso também se deve ao enfoque do tópico desta matéria pertencer à Pintura, dentro do Belas Artes. Não em Letras ou em Design. Portanto escrever livro infantil não é tão fácil assim... criando coragem para compartilhar meu texto aqui....



